quarta-feira, 12 de julho de 2017

Mulher Maravilha, o filme



Pensavam que eu não escreva sobre, né? Até parece! Anos esperando o diabo dem filme com heroína-protagonista feminina (a Furiosa conta?), pra simplesmente ignorar a WW? Necas de pitibiriba (expressões idosas, acolhemos).

De cara vou logo revelando que gostei bstante d filme, porque nada esperava dele. Eu, que cresci assistindo  reprises da antiga séria da Mulher-Maravilhsa com a Lynda Carter (adora a rodadinha rs), já estava me dando por satisfeita com a feitura da coisa, em temos em que o Feminismo está cada vez mais forte.

Contudo, é óbvio que  filme tem problemas, é confuso. Só não me incomoda a coisa de ser implausível, como vi alegado por aí, porque né, é um fucking filme de super-heroína, por que diabos deveria ser verossível? Gente maluca.

Mas então, Mulher-Maravilha traz uma protagonista magnética e forte, o filme conta com divertidas cenas de ação (coisa que não gosto muito, mas que nesse filme, gostei) e abre espaço para mais heroínas (venham queridas). Demorou décadas para que tivéssemos um filme de uma super-heroína de forte apelo na cultura pop. O fato de termos trocentos filmes de heróis homens e nenhum estrelado por uma mulher é uma discrepância que deixa explícito o machismo na indústria do entretenimento. Por isso, já está valendo!

Criada nos anos 1940, só agora a Mulher-Maravilha ganha um espaço de destaque na poderosa máquina do showbiz, da qual sempre foi um nome bastante reconhecido. Sua influência e status pode ser comparado ao do seu colega, Superman, e no Ocidente deve ser difícil encontrar alguém que nunca ouviu  falar de sua existência. O longa, ao meu ver, cumpre com louvor seu objetivo de ser divertido, com todos os seus acertos e erros, e tem o componente catártico inerente a essas produções, com muita câmera lenta, poses heróicas, computação gráfica espetacular e cenas coreografadas, além de um tantinho de romance e humor. E Gal Gadot pareceu talhada para o papel, sendo uma das melhores atrizes a interpretar a personagem até hoje. E tem ainda o dado histórico: é o primeiro longa de super-herói dirigido por uma mulher, Patty Jenkins (de Monster, que rendeu o Oscar de melhor atriz para Charlize Theron, que por snal, é a Furiosa).  

No mais, é uma boa história de origem, que se apoia no mito da Jornada do Herói, de Joseph Campbell. No entanto, como toda narrativa envolvendo uma heroína, há algumas mudanças nesse mito, a começar pelo constante questionamento do valor e eficiência da protagonista mulher. Nessa jornada, além do caminho de provações, existe um deslocamento do feminino para o masculino. A heroína, ao contrário do herói, vive uma dualidade do que se espera de alguém como elaXo que ela realmente é. Em Mulher-Maravilha isso fica muito explícito no choque cultural da personagem quando sai da Ilha-paraíso, Temiscira, para a Europa, em plena Primeira Guerra Mundial. A trama apresenta o encontro de Diana, a filha da Rainha das Amazonas Hipólita, com o capitão do exército inglês Steve Trevor (interpretado por Chris Pine. Levada pelo ímpeto de seguir sua natureza de levar a paz à humanidade, a jovem Diana decide lutar contra o arqui-inimigo de seu povo, o deus da guerra, Ares (arquétipo de masculinidade para os gregos). Seria ele o responsável pela guerra entre os homens e sua morte significaria o fim da discórdia. 

O longa tem um roteiro que destaca o empoderamento das mulheres, sobretudo na primeira metade do filme, quando somos apresentados ao cotidiano da ilha e sua origem. Habitado apenas por mulheres, a ilha vive na absoluta paz e conta com um senso de dever partilhado por todos. 

Gadot nos mostrou uma Mulher-Maravilha forte, segura, mas também doce e impulsiva. Como uma jovem recém-saída de um mundo isolado, ela nem sempre toma as decisões mais sensatas e chegou a se apaixonar por um homem (Trevor) cuja índole ela sempre questionou. Roteiro do filme é confuso, mas sua protagonista é hipnotizante. Essa vulnerabilidade tornou a personagem ainda mais interessante. Sua personalidade é mais bem resolvida do que os machões-mor da editora, Superman e Batman, cujos problemas de aceitação, complexos e frustrações são transferidos para uma violência desmedida. Com Diana as questões sempre foram em relação ao seu senso de justiça.

Assistam.

Maquiagem boas bonitas e baratas



No post de ontem do 6 on 6, mostrei que uma das alegrias do mês de junho foi comprar um monte de maquiagem, porque poucas coisas são tão legais quanto make up. Ao menos pra mim, é claro. 

Fazia tempo que eu não comprava maquiagem, na verdade, fazia tempo que eu não me maquiava. Voltei a hábito já no fim de junho, aós numa ida ao Centro junto com minha filha Carol, pararmos nessas lojas de bijuteria e nos deparamos cm paredes e mais paredes carregadas de maquiagem de marcas conhecidas, como Tracta, Vult, Dailus, e outras nem tanto, como Ruby Rose. Num ímpeto maravilhoso, fui conferir os produtinhos, sentir cheiro (super necessário) e me surpreendi com essências de baunilha, à la MAC, fora pigmentação incrível, texturas sensacionais e preços absurdamente baratos. 

Não deu outra, enchi uma cestinha, comprei horrores! Paletas de blush, contorno, sobrancelhas, sombras, delineadores, bronzers, iluminadores e a base mais custo-benefício-da-porra que você respeita, a Ruby Rose Matte. Ela me custou 11,99 e está fazendo por mim, o que a minha Body &Face só faz com muito primer da Benefit e pó translúcido da Makeup Forever. 

Meu conselho: se joguem, sejam felizes, fiquem mas lindas ainda, pagando pouco e colocando a auto-estima pra fora da atmosfera terrestre!








Bisous.

terça-feira, 11 de julho de 2017

6 on 6 (junho de 2017)

Atrasada como sempre, e sei. O que é basicamente uma ironia em termos de sou eu, a rainha da pontualidade britânica. Serio, todo mundo que me conhece sabe  tanto que eu sou pontual, sempre sou a primeira a chegar num compromisso etcetera coisa e tal. Mas, em termos de vida bloguística, não mais. Fazer o quê, né?


terça-feira, 23 de maio de 2017

Alien: Covenant (Ozymandias)


"My name is Ozymandias, king of kings: 
Look on my works, ye mighty, and despair!" 
Nothing beside remains: round the decay 
Of that colossal wreck, boundless and bare, 
The lone and level sands stretch far away.

E com uma das referências mais incríveis de Covenant que começo meu post sobre o filme, e que maravilhoso é encontrar tamanha interdiscursividade numa seção de cinema, num sábado à tarde, num filme de terror sci-fi. O trecho é do famoso soneto de Percy Bysshe Shelley, curiosamente, marido de Mary Shelley autora do peculiar Frankestein, onde encontramos um médico "que brinca de deus". No soneto, Shelley utiliza a imagem de uma estátua de Ozymandias (apelido grego do faraó Ramsés II) para descrever temas como a arrogância, a transitoriedade do poder, a permanência da arte e a relação entre artista e sua obra. Humm...

Prometheus



A lenda de Prometheus fala do defensor da humanidade, conhecido por sua astuta inteligência, responsável por roubar o fogo de Héstia e o dar aos mortais. Zeus (que temia que os mortais ficassem tão poderosos quanto os próprios deuses) teria então punido-o por este crime, deixando-o amarrado a uma rocha por toda a eternidade, enquanto uma grande águia comia todo dia seu fígado, que se regenerava no dia seguinte.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

6 on 6 (maio de 2017)


Mais uma postagem do 6 on 6 que, pra variar, não estou conseguindo que saia no dia 6 de cada mês, mas tudo bem, né? Aliás, não estou postando aqui no bloguito com a frequência que eu queria pelos mesmos motivos de sempre: trabalho, trabalho, trabalho.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Girls, a última temporada (Tchau, Hannah)


Ainda estou meio órfã, porque Girls acabou, porque Big Little Lies começou e acabou num susto, porque Westworld só volta em 2018. Ai gente, muitas coisas, estou na bad, total bode preto sinistro, nem sei porque raios inventei de escrever sobre a última temporada de Girls.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Inoar



Ainda nessa vibe de falar de cabelos (peguei gosto), a coisa mais complexa pra cabelo cacheado é a coisa de lavar e condicionar com os produtos certos e específicos. Gostava muito da linha pra cachos da Tresemmé, que simplesmente sumiu dos mercados, ao menos em Fortaleza. Num passado longínquo, gostava bastante da linha pra cachos da Dove, que deixou de produzir. Sim, eu sei que a marca lançou recentemente uma nova linha especial pra cachos, mas antes que eu me habilitasse em testar, dei de cara com uma outra marca, a Inoar.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Tô de Cacho


Então, o outro post ficou mais como uma espécie de crônica do porquê sou cacheada, porque sim, porque quero, porque sempre amei rs. Mas antes que este aqui também se transforme em algo assim, deixa eu ir pros produtos, que é pra isso que estou escrevendo afinal de contas.
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